sábado, 14 de março de 2009

Identificando as formas referenciais

Encontram-se nesta lista os (subject pronouns) pronomes do caso reto (I, you, he, she, it, we, you, they), os (object pronouns) pronomes pessoais do caso oblíquo (me, you, him, her, its, us, you, them), os pronomes demonstrativos (this, that, these, those), os pronomes relativos (who, which, whose, etc.), os pronomes e artigos indefinidos (one, ones, such), entre outros. Essas palavras substituem um substantivo ou o acompanham para tornar o significado claro e tambem servem para dar coesão ao texto. Funcionam as vezes como formas livres e nos remetem sempre a um "ponto de referencia" na superficie do texto. Exemplificando: Ana is my girlfriend. She is going to London tomorrow. A forma referencial She nos remete ao referente textual Ana agindo como um marcador de coesão referencial. A identificação dessas formas de referencia bem como dos referentes textuais é de vital importancia no desenvolvimento das habilidades de leitura.

domingo, 8 de março de 2009

Uma colaboração de Getulio Medeiros

If a man will begin with certainties,
(Se um homem parte com certezas,)

he shall end in doubts;
(acabará com dúvidas,)

but if he will be content to begin with doubts,
(mas se se contenta em começar com dúvidas,)

he shall end in certainties.
(acabará com certezas.)

Francis Bacon

Cuidado com os falsos amigos ( Falsos cognatos?)

O sentido das palavras muda com o tempo. Paedagogus, que deu nosso pedagogo, era o escravo encarregado de conduzir as crianças à escola. Aos poucos, o sentido foi se estendendo para o atual e se perdeu o sentido original. Quando duas palavras cognatas em duas línguas evoluem em direções diferentes, lá pelas tantas, a despeito da forma muito parecida, os seus sentidos se tornam tão diferentes que já não se pode traduzir uma pela outra. Muitos pesquisadores chamam esses casos de falsos cognatos. Confesso que não gosto do termo: dá a impressão de que não são cognatos de verdade, mas são e não vão deixar de ser. São falsos porque se fingem de amigos mas nos traem na extração dos significados. Por isso, os franceses chamam esses casos de falsos amigos, o que é uma saída bem melhor. Exemplificando: Parentes/Parents que não significa em inglês "parentes" como deveria ser mas que significa "pais". Atual/Actual que significa em ingles "verdadeiro".
O conhecimento desses "falsos amigos" ou "falsos cognatos" é importante quando interpretando textos pois eles são verdadeiras cascas de banana que nos fazem escorregar ou errar na hora de extrair os significados em um texto. Apenas para tranquilizar os leitores não existem muitos desses "falsos amigos" de forma que uma consulta em fontes apropriadas para "falsos cognatos em inglês" nos permitirá evitar essas cascas de banana e errar menos nas questões de interpretação de textos de vestibular e em muitas outras ocasiões. Abaixo vide relação de alguns desses falsos amigos:

Actually (adv) - na verdade
Amass (v) - acumular, juntar
Appointment (n) - compromisso profissional
Appreciation (n) - gratidão, reconhecimento
Argument (n) - discussão

Assist (v) - ajudar
Assume (v) - presumir

Attend (v) - assistir, participar de
Audience (n) - platéia
Cigar (n) - charuto
Collar (n) - colarinho, coleira
College (n) - faculdade, universidade

Commodity (n) - artigo, mercadoria
Comprehensive (adj) - abrangente, amplo, extenso
Contest (n) - concurso
Convenient (adj) - prático
Costume (n) - fantasia (roupa)
Data (n) - dados (números, informações)
Deception (n) - logro, fraude, o ato de enganar
Educated (adj) - instruído, com alto grau de escolaridade
Exit (n, v) - saída, sair
Expert (n) - especialista, perito
Exquisite (adj.) - belo, refinado
Fabric (n) - tecido
Genial (adj) - afável, aprazível
Grip (v) - agarrar firme
Intend (v) - pretender, ter intenção
Jar (n) - pote
Large (adj) - grande, espaçoso
Legend (n) - lenda
Library (n) - biblioteca
Lunch (n) - almoço
Magazine (n) - revista
Mayor (n) - prefeito
Motel (n) - hotel de beira de estrada
Notice (v) - notar, aperceber-se; aviso, comunicação
Parents (n) - pais
Particular (adj) - específico

Pasta (n) - massa (alimento)
Policy (n) - política (diretrizes)
Prejudice (n) - preconceito
Pretend (v) - fingir
Procure (v) - conseguir, adquirir
Push (v) - empurrar
Range (v) - variar, cobrir
Realize (v) - notar, perceber, dar-se conta, conceber uma idéia
Resume (v) - retomar, reiniciar
Résumé (n) - curriculum vitae, currículo
Retired (adj) - aposentado
Tax (n) - imposto

Descomplicando Palavras Cognatas

Palavras são cognatas quando têm a mesma etimologia. Por exemplo: sêmen/semente/semear, todas elas, derivam do latim semen. Muitas dessas palavras encontram cognatas em outras línguas: semen em inglês, por exemplo e por isso, são todas cognatas.
Para fins de entendimento das palavras cognatas como agente FACILITADOR para a interpretação de textos em inglês vamos pensar apenas nesta simplória definição: São palavras que se escrevem da mesma forma ou quase da mesma forma e que na atualidade têm o mesmo significado. Exemplificando: A palavra "real" tem a mesma grafia de "real" em portugues e ambas tem o memo significado=REAL. Outras vezes a grafia apresentou pequena alteração mas o significado ainda é o mesmo: nation = nação - telephone=telefone - dance=dança - present=presente. A quantidade de palavras cognatas é muito grande entre as linguas Portugesa e Inglêsa. De tal forma que a identificação dessas palavras cognatas pelo leitor é um importante FACILITADOR para a extração dos significados em um texto. No texto em dinamarques CASINO AALBORG(vide texto) apresentado em postagem anterior, as palavras Casino/Cassino são cognatas. Foi pelo uso da identificação dessa cognata, que a maioria dos leitores retirou do texto a informação do tipo de estabelecimento do anúncio. No mesmo texto temos ainda as cognatas Danmarks/Dinamarca, international/internacional, atmosferae/atmosfera.

terça-feira, 3 de março de 2009

BACKGROUND

O termo BACKGROUND em inglês entre outros significados quer dizer "experiência". Nas estratégias de leitura traduz-se por experiencia e conhecimetos prévios do inviduo que lhe permitirá extrair significados no processo de leitura dos textos. Assim é que, mesmo sem saber Dinamarques (vide texto "CASINO AALBORG" postado em 23/02) a grande maioria quando questionada sobre qual o "horário de funcionamento do estabelecimento", no caso um Cassino, não hesita em responder 20:00 as 4:00. Entretanto no mesmo texto existe tambem os numeros 14 - 16 que são os numeros do endereço. É o conhecimento de vida do leitor que lhe permite discernir não só pela forma com que se costuma codificar as horas (em algarismos com dois pontos para logo após determinar os minutos) mas também pela experiencia de vida adquirida que mostra que das 14 as 16 pode até ser hora de tomar chá e nunca o de funcionamento de um Cassino. Ainda no mesmo texto quando questionamos qual a idade permitida para os frequentadores do estabelecimento é quase unanimidade a resposta " acima de 18 anos" muito embora no texto o numero 18 vem após a o termo "under" ou seja "under 18" que em inglês quer dizer "menor de 18". Isto acontece também porque a experencia prévia ou BACKGROUND leva o leitor a inferir(ainda que este domine o inglês), que mesmo sem saber Dinamarques ali deve estar escrito algo como "proibido para menores de 18 anos". Vários exemplos poderiam aqui ser dados de como o BACKGROUND do leitor é importante no processo de interpretação de textos numa segunda lingua e como a sua habilidade de leitura será mais facilitada quanto maior for o seu conhecimento de mundo. Outras perguntas como "qual o nome do Cassino?" certamente seriam respondidas com acerto apenas pelo BACKGROUND do leitor. Até muito breve quando pretendo retomar esclarecendo outro dos mais importantes facilitadores de leitura na interpretação dos textos que são as "palavras cognatas". See you soon!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Soneto 18 de Shakespeare cantado



Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date:
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm'd;
And every fair from fair sometime declines,
By chance, or nature's changing course un- trimm'd;
But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow'st,
Nor shall death brag thou wander'st in hisshade,
When in eternal lines to time thou grow'st;
So long as men can breathe, or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Descomplicando PREDICTION

De acordo com o dicionário "Michaelis" PREDICTION em inglês quer dizer predição, vaticinio, prognóstico. A etimologia dessa palavra é latina de præ-"pré" + dicere "dicere". No desenvolvimento das habilidades de leitura a predição é uma ferramenta primordial, uma vez que, é o resultado da inferencia do pensamento do leitor sobre o que o autor quis dizer. No aprendizado de textos em uma lingua estrangeira, essa tentativa de "pre-dizer o significado", é essencial porque obriga o aprendiz (leitor) a pensar. Como professor tenho apresentado aos meus alunos (geralmente no primeiro dia de aula) textos semelhantes ao do "Casino Aalborg" ( veja texto postado em 23/02 )com o intuito de motivação, uma vez que, se demonstrado que os mesmo podem ler em "Dinamarquês", certamente também poderão ler em inglês. Porém, quando antecipo para a classe que vou apresentar um texto em Dinamarques e que em seguida irei fazer algumas perguntas sobre o referido texto, geralmente escuto a seguinte contestação: "Como poderemos responder sobre um texto em Dinamaquês, se nós não sabemos nada dessa língua?" E eu invariávelmente respondo: "Vocês pode não saber Dinamarquês mas garanto que sabem pensar! Mas, já que não sabem Dinamarquês...vamos tentar adivinhar ou pré-dizer o que está escrito no texto em Dinamarquês. Alguns de vocês que responderam as questões que postei (vide texto "CASINO AALBORG" de 23/02), podem ter tido essa mesma dúvida. Porém, quando verificadas as respostas, o indice de acerto, para aqueles que ousaram "adivinhar", foi quase 100%. Se formos levar em conta que, (acredito) nenhum dos leitores sabia uma única palavra em Dinamarquês, o resultado foi excelente! Como é possivel isso? Simplesmente porque utilizaram se de FACILITADORES como, prediction, background, cognatas entre outros...para obterem as respostas para as perguntas que formulei. Breve falaremos sobre background, cognatas, falsas cognatas e demais facilitadores de leitura. Até mais...